Esqueça as eleições e desfrute estas dez grandes músicas liberais, por Leandro Narloch

(Foto: internet/divulgação)


Ontem, depois de receber de um amigo várias postagens voltadas para o pleito eleitoral que se aproxima, escrevi  a seguinte mensagem pra ele: "Edim, esquece as eleições. Vai ouvir uma boa música!" Hoje, indicado por um outro amigo, li a coluna Esqueça as eleições e desfrute estas dez grandes músicas liberais (Folha do dia 27 de novembro de 18) , de Leandro Narloch, que resolvi compartilhar com todos.

Na coluna, Leandro foca naqueles leitores/eleitores que estão desanimados com as eleições desse ano e querem fugir, mesmo que seja por alguns minutos, desse momento difícil, quando teremos que escolher quem vai nos governar por esses próximos quatro anos. No texto, o autor traz "dez músicas em prol da liberdade do indivíduo de  governar a sua vida", que passo a relacioná-las abaixo.


 1. Beatles: “Taxman”

“If you drive a car, I'll tax the street, If you try to sit, I'll tax your seat. If you get too cold I'll tax the heat, If you take a walk, I'll tax your feet.”

“Se você dirige um carro, eu vou taxar a rua. Se você tenta sentar, eu vou taxar o assento. Se você ficar com frio, vou taxar o calor. Se você der uma caminhada, vou taxar os seus pés”


2. Raul Seixas: “Carimbador Maluco”

“Plunct Plact Zum, não vai a lugar nenhum! Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado se quiser voar! Se quiser voar. Pra Lua: a taxa é alta. Pro Sol: identidade. Mas já pro seu foguete viajar pelo universo é preciso meu carimbo dando o sim.”


3. The Kinks: “20th Century Man”

“I was born in a welfare state. Ruled by bureaucracy. Controlled by civil servants. And people dressed in grey. Got no privacy got no liberty; cause the twentieth century people took it all away from me.”

“Eu nasci no estado de bem-estar social. Governado pela burocracia. Controlado por funcionários públicos – e pessoas com roupas cinzas. Não tinha privacidade nem liberdade; porque as pessoas do século 20 tiraram isso de mim”


4. Zeca Pagodinho: “Maneiras”

“Se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo. Pago tudo que consumo, com suor do meu emprego. Confusão eu não arrumo, mas também não peço arrego.”


5. Muse: “Uprising”

“They will not force us. They will stop degrading us. They will not control us. And we will be victorious.”

“Eles não vão nos coagir. Eles vão parar de nos degradar. Eles não vão nos controlar. E nós seremos vitoriosos.

6. Johnny Cash: “After taxes”

“You can dream about vacation in the sun, you can dream but you can't never have one. 'Cause by the time your good old uncle Sam gets done, you've got just enough for gas, to see them city limits pass.”


7. “Capitalism”

“There's nothing wrong with capitalism. There's nothing wrong with free enterprise. Don't try to make me feel guilty. I'm so tired of hearing you cry”

“Não há nada de errado com o capitalismo. Não há nada de errado com a livre iniciativa. Não tente me deixar culpado. De ouvir o seu choro eu estou cansado”


8. Aerosmith: Janie's Got a Gun

“Agora Janie tem uma arma e nunca mais será a mesma”: o pai não pode mais estuprá-la. “Now that Janie's got a gun, she ain't never gonna be the same”.


9. Scorpions: “Winds of Change”

“Eu desço o rio Moscou até o Parque Gorky, ouvindo os ventos da mudança", escreveu o cantor Klaus Meine enquanto o Muro de Berlim e a União Soviética se despedaçavam.


10. Caetano Veloso: “Odara”

“Deixa eu dançar, pro meu corpo ficar odara, Minha cara minha cuca ficar odara. Deixa eu cantar, que é pro mundo ficar odara”. Esta é quase um “laissez faire, laissez passer” do século 20. 


Leandro Narloch é jornalista, autor de "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil". É mestre em filosofia pela Universidade de Londres.

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